A luz UV germicida pode ser usada no combate ao Covid-19? 

Recentemente, o Clean Air in Buildings Challenge da EPA (a Anvisa americana) citou a Irradiação Ultravioleta Germicida (IUVG) como um exemplo específico de tecnologia de desinfecção que pode ser usada para melhorar o tratamento do ar em ambientes internos. 

Diante disso nos sentimos impelidos a salientar que muitas organizações profissionais (incluindo a própria EPA) têm algumas ressalvas sobre a eficácia e segurança da IUVG no combate ao coronavírus. 

O que é Irradiação Germicida Ultravioleta? 

A Irradiação Germicida Ultravioleta (IUVG) – também conhecida como Ultravioleta Germicida (UVG) – é um método de purificação do ar e de superfície que visa evitar que patógenos formem colônias e/ou infectem humanos, expondo esses patógenos à luz ultravioleta. 

A luz ultravioleta é a parte do espectro eletromagnético fora do alcance da visão humana, com comprimentos de onda de 10 a 400 nanômetros; (para comparação, a luz visível tem comprimentos de onda de 360 ​​a 700 nanômetros). 

Vantagens do IUVG 

A descontaminação com luz ultravioleta germicida já é usada há um século para reduzir a propagação da tuberculose. De acordo com um artigo da NPR , “Quando usado com ventilação adequada, a UVG é cerca de 80% eficaz contra a propagação da tuberculose no ar”. A tuberculose é a segunda doença infecciosa mais mortal (por número de mortes por ano) em todo o mundo; a COVID-19 ocupa o primeiro lugar. 

Corretamente calibrada, a luz ultravioleta germicida é eficaz na desinfecção de superfícies, como a sua aplicação na irradiação de serpentinas dos sistemas de ar condicionado para evitar que os microrganismos formem o biofilme. Além disso, numa dosagem no mínimo 10 vezes mais alta, e com a velocidade do ar na medida adequada, é eficaz no tratamento do ar.  

Quanto às considerações de manutenção, as lâmpadas UV duram diferentes tempos de vida, dependendo do tipo de lâmpada e da frequência com que são ligadas e desligadas. Assumindo operação 24 horas por dia, 7 dias por semana, a maioria das lâmpadas UV precisa ser substituída a cada 8.500 horas – ou uma vez por ano.

UVGI e COVID-19 

Quando se trata do vírus que causa a COVID-19 (SARS-CoV-2) , o registro da purificação UV é mais variado, em parte porque os testes são muitas vezes realizados em vírus substitutos em vez do próprio SARS-CoV-2. Um estudo usou beta-HCoV-OC43 como substituto para SARS-CoV-2 e chegou a uma conclusão inexpressiva . ”Com base nos resultados do beta-HCoV-OC43, a exposição contínua ao UVG em locais públicos ocupados no limite de exposição regulatório atual (3 mJ/cm2/hora) resultaria em 90% de inativação viral em 8 minutos e 99,9% de inativação em 25 minutos.”

O artigo da NPR mencionado acima cita um teste de UVG sobre o SARS-CoV-1 (em vez do SARS-CoV-2), que é mais positivo: eliminou 90% do vírus em 16 segundos. 

No entanto, quando o próprio SARS-CoV-2 é exposto à luz UVG, os resultados são bastante medíocres. Um estudo registrou que foram necessários nove minutos de exposição à luz UVG para que o SARS-CoV-2 fosse eliminado. Encontramos outro estudo que colocou o SARS-CoV-2 diretamente contra um sistema de purificação de ar IUVG e registrou eliminação em 5 a 10 minutos. Porém, este estudo não detectou SARS-CoV-2 em 3 das 5 amostras coletadas em seu grupo de controle (ou seja, testes executados sem purificação UV), o que sugere que o purificador UVG pode não ter sido verdadeiro herói. 

Quanto ao uso de lâmpadas UVG para purificação de superfícies domésticas, o FDA informa o seguinte : “A eficácia das lâmpadas UVG na inativação do vírus SARS-CoV-2 é desconhecida porque há dados publicados limitados sobre o comprimento de onda, a dose e a duração da radiação UVC necessária para inativar o vírus SARS-CoV-2”. 

Conclusão 

Quando se fala em descontaminação de ambientes internos com o intuito de prevenir casos de covid-19, a luz ultravioleta germicida deve ser utilizada de maneira complementar a outros mecanismos de purificação. 

Esta é uma das razões pelas quais a IUVG compõe a tecnologia Active Pure descontaminação do ar. A lâmpada UV não é usada para eliminar diretamente os patógenos, mas para energizar uma mistura patenteada de materiais catalíticos que aumentam o índice de reação. Esses materiais são usados para revestir uma matriz em formato de colmeia especialmente projetada, que aumenta a área de reação na superfície e, dessa forma, melhora sua resistência. As moléculas de água e oxigênio no ambiente que passam continuamente através da matriz são convertidas em oxidantes poderosos que, estes sim, destroem os patógenos antes do ar voltar a circular.

Quanto à eficácia de Active Pure sobre o Sars Cov-2, foi demonstrada a eliminação tanto no ar quanto nas superfícies. Os testes referentes à contaminação por ar foram realizados em um laboratório de biossegurança nível 4 (BSL-4) conforme os protocolos da FDA. A taxa de eliminação de 99,9% foi alcançada em 3 minutos, índice muito mais positivo que o o uso da IUVG sozinha. 

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