Qualidade do ar: a chave para um mundo pós covid

A crise do coronavírus trouxe uma grande relevância para a questão da qualidade do ar. A desaceleração das atividades humanas forneceu um vislumbre fugaz de um futuro com ar puro – um futuro com menos casos de asma; maior expectativa de vida; colheitas, florestas e ecossistemas mais saudáveis e menos aquecimento global.

Os indianos de Nova Déli puderam ver pela primeira vez em 20 anos o Monte Everest à distância, graças a ausência de poluição. Nós em São Paulo sentimos o mesmo alívio, além de vermos pássaros e outros animais habitarem novamente da cidade. 

No que se refere aos ambientes internos, a qualidade do ar está sendo considerada peça-chave quando pensamos em transmissão do covid-19. Estudos e mais estudos comprovam que o contágio aéreo é consideravelmente mais relevante que o contágio por superfícies.

Portanto, ambientes fechados como edifícios e escritórios desempenham um papel vital na redução da transmissão viral do Covid-19. É estimado que melhorar a qualidade do ar interior poderia ser tão eficaz na redução da transmissão de vírus de aerossol quanto a vacinação de 50% da população.

Ou seja, se você quer evitar transmissões de coronavírus dentro do ambiente de trabalho, cuide a qualidade do ar que seus colaboradores respiram (além, claro, de respeitar as medidas mínimas de higiene, proteção pessoal e distanciamento).

Mundo pós covid

A grande questão é que, ao cuidarmos da qualidade do ar que os ocupantes do edifício respiram, estamos proporcionando algo que vai muito além da crise de coronavírus em si.

Pois afinal, dentro de alguns meses estaremos todos vacinados contra este vírus, mas os desafios quanto à qualidade do ar interno estão longe de desaparecerem, por dois motivos:

1 – a poluição externa tende a continuar sendo um problema;

2- a possibilidade de novas epidemias tende aumentar a longo prazo

O fenômeno dos edifícios doentes é estudado há mais de 20 anos, e desde então sabe-se que os ambientes internos acumulam a poluição externa, sendo o ar interno até 5X mais poluído que o ar externo. Os estudos avançaram tanto que a Universidade de Harvard conseguiu medir inclusive o déficit no desempenho cognitivo causado por um ar interno de baixa qualidade.

Em um mundo cada vez mais adensado, em que as atividades humanas só aumentam, é muito provável que estes problemas se agravem.

Um estudo publicado no fim de 2020 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela Agência Internacional de Energia (IEA), descobriu que ações rigorosas para tornar os sistemas de ar condicionado mais eficazes podem reduzir entre 210 a 460 bilhões de toneladas de dióxido de carbono até 2060.

O acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera é o principal poluente do ar, causador direto do aquecimento global e potencialmente ligado ao surgimento de futuras pandemias.

Nesse sentido, ao mesmo tempo que o mundo clama pela redução das emissões de gases estufa, é também urgente que cuidemos do ar que as pessoas respiram nos ambientes internos, pois este constitui um importante vetor de diversas doenças contagiosas. Estes dois universos estão intimamente ligados.

Tecnologias ecoeficientes que proporcionem ar de mais qualidade para os ocupantes de um edifício são, por conseguinte, a chave para um mundo que se preocupa com a saúde tanto das pessoas quanto do planeta.

E a ionização rádio catalítica pode e deve ser uma grande aliada nessa batalha. Esta tecnologia de desinfecção do ar é capaz de reduzir até 30% dos gastos com energia elétrica.

Ela inativa gases tóxicos, vírus, bactérias, mofo e fungos presentes nos ambientes internos, entregando um ar verdadeiramente puro a seus ocupantes.

Não à toa, a ionização rádio catalítica vem sendo cada vez mais adotada, por grandes empresas e multinacionais no mundo todo, como recurso ecológico e altamente eficiente de higienização de ambientes internos.

Fontes: