O ABC da qualidade do ar interno nas escolas

No Brasil, as crianças passam aproximadamente 1.000 horas por ano dentro dos prédios das escolas, totalizando 11.000 horas ao longo de uma carreira escolar normal de 11 anos. Com mais de 48 milhões de crianças matriculadas no nível básico, e milhões de professores e funcionários frequentando essas escolas todos os anos, o estado da qualidade do ar interno (QAI) nunca foi tão importante. 

No Brasil, estima-se que mais de 80% dos prédios escolares tenham problemas de QAI. Edifícios desatualizados, poluição urbana, salas de aula congestionadas, toxinas de materiais e produtos de limpeza têm um impacto direto na qualidade geral do ar dentro das escolas. 

Para resolver totalmente essas questões, é necessário primeiro compreender os riscos associados à má qualidade do ar interno, que seriam basicamente três: 

A – Presença de alérgenos 

A asma é a terceira maior causa de hospitalizações de crianças. Segundo o DATASUS, o banco de dados do Sistema Único de Saúde ligado ao Ministério da Saúde, ocorrem no Brasil, em média, 350.000 internações por asma anualmente. Sintomas relacionados à asma podem levar a doenças crônicas em crianças e são responsáveis ​​por mais de 14 milhões de faltas às aulas a cada ano. 

A exposição à poeira, mofo, pólen e outros alérgenos internos comuns pode ter impactos de longo prazo em crianças com sistemas pulmonares vulneráveis ​​e em desenvolvimento. Os sintomas comuns de exposição a alérgenos em ambientes fechados incluem: dores de cabeça, tosse, dor de garganta, fadiga e muito mais, todos os quais podem desencadear e impactar negativamente o aprendizado, a frequência e a produtividade. 

B – Particulados e COVs 

Com a grande maioria das escolas localizadas em áreas urbanas ou suburbanas, as escolas estão cercadas pela poluição do ar industrial, fumaça de escapamento de ônibus e veículos todos os dias. Tais poluentes particulados são extremamente prejudiciais para as crianças, causam de insuficiência respiratória a problemas no coração. 

Os materiais sintéticos e os produtos de limpeza também liberam toxinas no ar, nem sempre perceptíveis pelo cheiro. Representados pela sigla COVs, os compostos orgânicos voláteis podem ser encontrados em diversos tipos de produtos e apresentam sérios riscos à saúde humana, principalmente se a exposição for por um longo período e em concentrações elevadas. Aditivos de pintura, vernizes, solventes de tintas, álcoois, cetonas, revestimentos como carpetes e papéis de parede, produtos industriais e de limpeza são alguns dos exemplos que contêm COVs na composição e estão largamente presentes em ambientes escolares. 

C – Contaminação Cruzada 

Sabe-se que as crianças desempenham um papel acelerado na disseminação de vírus respiratórios entre seus pares. Espaços lotados como salas de aula, corredores e anfiteatros escolares aumentam o risco de infecção cruzada de vírus transmitidos pelo ar, como o Sars Cov-2, entre crianças em idade escolar. 

As partículas virais podem permanecer no ar por horas após serem emitidas, e serem espalhadas pelo sistema de ventilação expondo boa parte do edifício ao risco de contaminação. Prédios escolares e salas de aula sem ventilação ou tratamento do ar interior representam um risco extremo à saúde de alunos e funcionários. 

Solução inteligente 

Embora os sistemas tradicionais HVAC e purificadores comuns ajudem a circular um ar mais puro, muitos não têm a capacidade de descontaminar totalmente os patógenos transportados, deixando para trás alérgenos, odores ruins e risco de contaminação cruzada. 

A tecnologia ActivePure, fruto de mais de 20 anos de pesquisa e desenvolvimento com base em uma tecnologia da NASA, levam a purificação do ar um passo adiante, tratando, neutralizando e descontaminando rapidamente patógenos perigosos transportados pelo ar. 

Ao contrário dos recursos tradicionais de purificação de ar, ActivePure  funciona de forma ativa, indo de encontro às sujidades antes que elas entrem no sistema de ventilação e se espalhem por todos os ambientes do edifício. 

É uma tecnologia testada e aprovada pelo FDA, orgão americano equiparado à ANVISA, com estudos científicos demonstrando sua alta eficácia na inativação do Sars Cov 2, vírus causador da Covid-19. 

Não à toa, empresas no mundo todo passaram a adotar esta tecnologia no retorno às atividades pós pandemia, proporcionando mais segurança no ambiente de trabalho. 

O mesmo fizeram muitas escolas, cientes de que, apesar das incertezas sobre a transmissão da Covid-19 por crianças, o ambiente escolar é heterogêneo, impactando significantemente na saúde da comunidade local. 

Fontes:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2021-01/censo-escolar-2020-aponta-reducao-de-matriculas-no-ensino-basico#

https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/18317-educacao.html

https://www.gov.br/pt-br/noticias/educacao-e-pesquisa/2021/01/educacao-basica-teve-47-3-milhoes-de-matriculas-em-2020