Novos créditos LEED evidenciam a importância da qualidade do ar interno

Novos créditos LEED evidenciam a importância da qualidade do ar interno

Para se adequar aos tempos de pandemia por coronavírus, o Green Building Council anunciou recentemente a criação de mais 4 categorias de créditos que poderão ser contabilizados na obtenção de selo LEED por parte de edifícios já existentes.

Uma delas diz respeito ao gerenciamento da qualidade do ar interno, promovendo as melhores práticas de precaução em edifícios durante a pandemia de COVID-19, com o objetivo de minimizar a disseminação do vírus pelo ar.

Os edifícios devem garantir que os sistemas de qualidade do ar interno estejam operando conforme projetado e determinar ajustes temporários como aumento da ventilação, filtragem do ar, o distanciamento físico dos ocupantes e a observância de medidas descritas em órgãos de saúde pública e recursos disponíveis na indústria. As orientações também incentivam o monitoramento e a avaliação contínua da qualidade do ar interno.

Dentre várias medidas, o GBC cita a utilização da Luz UV Germicida como um complemento para garantir a inativação de eventual carga viral no ambiente.

A tecnologia de descontaminação por meio de luz UV-C ou luz ultravioleta germicida (UV-C 100 a 280 nm sendo 253.7 nm a mais comum) consiste na instalação de lâmpadas na serpentina evaporadora do de ar-condicionado, para eliminação do bio-filme (colônia de fungos e bactérias) que cresce com a umidade e temperatura elevadas, principalmente quando o equipamento está desligado.

Diversos estudos comprovam que, se usada na intensidade correta (ASHRAE estabeleceu níveis mínimos de irradiação de 50-100 μW / cm² na face da serpentina) são capazes de eliminar a carga microbiológica presente no sistema, trazendo, além dos benefícios à saúde, vantagens econômicas devido à dispensa da limpeza com uso de produtos químicos da serpentina e manutenção da performance de troca de calor da mesma, que poderia ser afetada em até 37% para um biofilme de 0,002” .

É importante observar que o uso da luz UV influi diretamente na melhor higienização do equipamento e consequentemente do ar que passa por ele, mas não possui efeito na descontaminação das superfícies do ambiente tratado.

Para incluir superfícies e assim obter uma higienização total do ambiente interno é necessário fazer uso de outra tecnologia: a fotocatálise, ou Ionização Rádio Catalítica (IRC).

A tecnologia da fotocatálise consiste na produção de oxidantes naturais baseados em oxigênio e hidrogênio, sendo o principal deles o Peróxido de Hidrogênio (H2O2). Este gás natural e inócuo é produzido através de células fotocatalíticas instaladas nos dutos de ar-condicionado ou através de equipamentos portáteis instalados nos ambientes.

Essa tecnologia passou por testes em laboratórios homologados pelo FDA seguindo os protocolos por ele recomendados que comprovaram a redução de 98% do vírus SARS Cov 2, atestando sua eficiência no combate à pandemia. Ela também possui estudos de validação dos mais renomados órgãos nacionais como o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).

Considerando que a pandemia do coronavírus mudará para sempre nossa preocupação com a qualidade do ar interno, só podemos parabenizar o Green Building Council pela iniciativa, que vem de encontro aos anseios da sociedade na busca por ambientes mais saudáveis e seguros.

Fontes:

https://www.usgbc.org/credits/safety-first-138-v4.1