Mercado de descontaminação de ar tem potencial de movimentar US$ 1 bilhão ao ano no Brasil

O chairman e CEO da Aerus Holding, Joe Urso, esteve nesta semana em São Paulo para visitar a parceira brasileira Ecoquest e para apresentar a nova geração de soluções para descontaminação e purificação do ar de ambientes internos. Durante sua passagem pela capital paulista, o executivo afirmou que um estudo encomendado pela empresa que ele comanda, aponta que o mercado brasileiro tem potencial de movimentar US$ 1 bilhão ao ano dentro do segmento.

“No mundo, o setor de descontaminação do ar de ambientes internos movimentou US$ 25 bilhões em 2015 e, em 2020, alcançará US$ 38 bilhões. Operamos em 72 países e o Brasil, com este potencial de US$ 1 bilhão, é sem duvida um dos mais promissores”, declara Urso.

Recentemente, Ecoquest e Aerus renovaram, por mais dez anos, o contrato de exclusividade para comercialização da linha de produtos no país. Ambas traçaram como meta conquistar 90% do mercado brasileiro de descontaminação fotocatalítica de sistemas de climatização, nos próximos três anos. Meta ousada, considerando o momento econômico brasileiro, mas possível de ser atingida devido à vantagem tecnológica que a renovação do contrato de exclusividade dá à empresa brasileira em relação aos concorrentes locais.

Aprovação – A nova geração para descontaminação do ar apresentada por Joe Urso foi testada nos laboratórios do FDA (Food and Drug Administration), órgão dos Estados Unidos similar à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os testes mostram que a tecnologia é capaz de eliminar micro-organismos perigosos à saúde humana em até meia hora. A versão anterior também elimina vírus, bactérias, fungos, entre outros, mas precisa de mais tempo para isso.

Os resultados obtidos pelos laboratórios da agência americana são um grande trunfo para que ambas empresas alcancem suas metas  no Brasil, já que a tecnologia desenvolvida pela Nasa, agência espacial americana, e adaptada para uso comercial, não tem similar. O próximo passo é que o FDA certifique a tecnologia com a classificação de Medical Device Class II, que está em pleno processo de validação e deve ocorrer até o final do ano.

A comercialização da linha de produtos é feita exclusivamente pela Aerus e por suas representantes legais nos países onde opera, como a Ecoquest no caso do Brasil. “Com esta tecnologia, estamos anos-luz à frente de nossos concorrentes”, afirma Henrique Cury, diretor da Ecoquest.

As soluções desenvolvidas pela Aerus e disponibilizadas no Brasil pela Ecoquest são denominadas de “tecnologias ativas” porque produzem oxidantes naturais que são lançados no ambiente e, desta forma, eliminam micro-organismos do ar e também das superfícies (paredes, mesas e qualquer objeto presente no local). Testes anteriores já mostravam que esses oxidantes são seguros e não prejudicam a saúde de pessoas, animais ou plantas.

Segundo Urso, o FDA entendeu que a tecnologia representa um importante reforço no combate a casos de infecção hospitalar, mas a solução também atende as necessidades de hotéis, centros comerciais como shoppings e edifícios de escritórios, indústrias, obras e residências.