Edifícios Sustentáveis X Edifícios Saudáveis

Segundo o Green Building Council, um edifício sustentável ou ‘verde’ é um edifício que, na sua concepção, construção ou operação, reduz ou elimina os impactos negativos e pode criar impactos positivos no nosso clima e ambiente natural. Edifícios verdes preservam recursos naturais preciosos e priorizam a sustentabilidade em termos de meio ambiente.

E as pessoas? Será que um edifício sustentável é saudável para seus ocupantes? Existem algumas evidências de que um edifício sustentável pode ser mais saudável que um edifício convencional. 

Por exemplo: um edifício verde pode usar mais ventilação natural, o que melhora a qualidade do ar interior, ou pode incorporar mais iluminação natural, o que aumenta o bem estar e a produtividade. 

Nos EUA, edifícios com certificação verde são pontuados 6% acima dos convencionais em termos de satisfação dos inquilinos. Na Austrália, verificou-se que as pontuações gerais de conforto eram aproximadamente 10% mais altas para edifícios com certificação verde e aproximadamente 15% mais altas para “saúde geral” percebida. 

Sim, edifícios sustentáveis costumam ser mais saudáveis. Mas essa relação entre sustentabilidade e salubridade não é óbvia, muito menos em tempos de pandemia de coronavírus. A “percepção” de saúde por parte dos ocupantes não basta quando temos um vírus com alta taxa de contágio e letalidade à solta. A salubridade precisa ser concreta.

Justamente por isso, o próprio World Green Building Council criou a certificação WELL, que tem como foco validar políticas de saúde e bem estar dentro dos edifícios.

No que se refere à sustentabilidade, é importante entender que a ventilação natural, peça chave no combate ao coronavírus, não é condição sine qua non para um edifício receber uma certificação verde. Existem muitas maneiras de um prédio se enquadrar nos critérios de greenbuilding, como uso eficiente da água, manejo de resíduos e o uso eficiente da energia.

E é aí que se encontra o dilema: aumentar a taxa de renovação do ar climatizado, diluindo ao máximo o ar interno, aumenta consideravelmente os custos com eletricidade, o que na realidade macula o compromisso com a sustentabilidade ambiental.

Como resolver esse impasse? Existem hoje tecnologias sustentáveis que além de sanitizar o ar interno, contribuem para a diminuição dos gastos com eletricidade.

A tecnologia de descontaminação por meio de luz UV-C ou luz ultravioleta germicida (UV-C 100 a 280 nm) consiste na instalação de lâmpadas na serpentina evaporadora do equipamento, para eliminação do bio-filme (vírus, colônia de fungos e bactérias) que cresce com a umidade e temperatura elevadas principalmente quando o equipamento está desligado. Se usada na intensidade correta (irradiação de 50-100 μW / cm² na face da serpentina, segundo a ASHRAE) a luz UV Germicida é capaz de eliminar a carga microbiológica presente no sistema, inativando inclusive o SARS-COV 2 (veja aqui).

Já a tecnologia da fotocatálise consiste na produção de oxidantes naturais baseados em oxigênio e hidrogênio, sendo o principal deles o Peróxido de Hidrogênio (H2O2). Este gás natural e inócuo é produzido através de células fotocatalíticas instaladas nos dutos de ar-condicionado ou através de equipamentos portáteis instalados nos ambientes. Várias são as vantagens da fotocatálise, entre elas a descontaminação microbiológica constante nos ambientes, também inativando o novo coronavírus (veja aqui).

Além dos benefícios à saúde, ambas as tecnologias proporcionam vantagens econômicas devido à dispensa da limpeza da serpentina e manutenção da performance de troca de calor da mesma, gerando economia energética de até 37% para um biofilme de 0,002”.

Ou seja, o uso de tecnologias modernas de tratamento do ar supre a necessidade de uma alta taxa de renovação, garantindo uma maior segurança microbiológica aos ocupantes dos edifícios, sem aumentar os custos com energia.

É onde sustentabilidade e salubridade se encontram.