Da Peste Negra ao Coronavírus: mundo está mais preparado para conter epidemias

Vírus, bactérias e outros micro-organismos se proliferam desde o surgimento dos primeiros seres vivos na terra. Cientistas e pesquisadores os colocam, inclusive, como protagonistas da evolução do mundo.

Ao analisarem sua existência, perceberam que estes indivíduos moldaram a forma com que os seres humanos vivem nos dias de hoje: aniquilaram populações, instigaram conflitos, promoveram prejuízos em tempos de escravidão, determinaram mudanças de rotas, entre outros movimentos até hoje lembrados.

Desde que se tem registros, doenças como a Peste Negra, contraída por meio da pulga presente em ratos, e que se propagou entre os anos 1347 e 1351, passando pela cólera, tuberculose, gripe espanhola, sarampo, malária, até a chegada da AIDS, em meados da década de 80, dizimaram centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Ao longo da história, a população mundial deu um salto impressionante. Hoje, são mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. No entanto, apesar de vivermos em condições estruturais melhores do que em séculos passados, nunca ficamos livres de surtos repentinos de doenças, especialmente respiratórias. Obviamente, o lançamento de resíduos no ar não é exclusivamente o responsável pela proliferação desses micro-organismos.

Superpopulação é igual geração de resíduos, que esbarra na gestão inadequada dos dejetos, que culmina em ambientes perfeitos para a procriação de roedores, moscas e mosquitos – principais vetores de doenças desta natureza. Isso sem contar com a falta de saneamento básico, realidade em grandes cidades no mundo. Só no Brasil, por exemplo, metade da população não goza deste serviço, tido por especialistas como “assunto de saúde pública”.

No paralelo deste cenário, é importante frisar que estamos mais bem preparados para lidar com o aparecimento de novas doenças. Desenvolvimento de vacinas, aprimoramento de tecnologias para restringir a emissão de gases poluentes oriundos de indústrias, até soluções voltadas à qualidade do ar interno, sejam em residências, escritórios e outros tantos ambientes fechados de convívio social, são conquistas para que a sociedade tenha mais condições de conviver com riscos de epidemia.

Gripes, resfriados, rinite e sinusite, faringe e laringite, bronquite e pneumonia são algumas das doenças respiratórias mais comuns em todo o mundo. Nos últimos 20 anos, outras enfermidades como o H1N1 (uma mutação do vírus da gripe) e a gripe aviária também fizeram centenas de vítimas em todas as partes do planeta. Hoje, a bola da vez é o coronavírus, causador de infecções respiratórias que pode levar à morte. Em pouco tempo, o vírus já se espalhou por mais de 15 países, com quase 30 mil casos confirmados e mais de 560 mortes. A preocupação das autoridades é a falta de evidência científica que ateste a eficácia de qualquer tipo de equipamento ou tecnologia na neutralização do vírus.

Ao longo dos seus 14 anos, a Ecoquest se especializou em promover soluções tecnológicas para melhorar a qualidade de vida, com a função de eliminar agentes microbiológicos e químicos, odores, entre outros poluentes do ar indoor. Na crise da gripe aviária, em 2006, a tecnologia IRC da Ecoquest apresentou resultados na inativação do vírus e foi amplamente utilizada em ambientes com grande circulação de pessoas como os aeroportos.

Já em 2009, na crise da gripe suína, foi produzido novo estudo científico preliminar demonstrando a inativação do vírus em poucas horas. Hospitais nos EUA e no Brasil adotaram a tecnologia nos prontos atendimentos e gripários para prevenir o contágio. Neste momento delicado, assim como já atravessamos por diversas vezes na história, precisamos entender que cada atitude, desde uma simples lavagem de mãos até a utilização de tecnologias avançadas de prevenção, são fundamentais para se evitar novos surtos.