Covid-19: com risco de contágio, poderemos usar ar-condicionado no verão?

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Em junho desse ano, quando a epidemia de coronavírus começou a atingir números assustadores nos Estados Unidos, Edward Nardell , professor  de saúde global e medicina social na Harvard Medical School (HMS) e professor de saúde ambiental e de imunologia e doenças infecciosas na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan, observou que os Estados norte-americanos que já estavam usando muito ar-condicionado por causa das altas temperaturas também eram os locais onde havia maiores aumentos na disseminação do COVID-19.

Embora a transmissão do vírus SARS-CoV-2 aconteça principalmente por meio de grandes gotículas expelidas durante a tosse, espirro ou fala, Nardell já alertava sobre as evidências de que o COVID-19 se disseminava por transmissão aérea, hipótese mais tarde admitida pela OMS após pressão da comunidade científica.

Outro fato que colocou o ar-condicionado sob holofotes foi um artigo publicado por pesquisadores do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) de Guangzhou no jornal científico Emerging Infectious Diseases.

Eles rastrearam pessoas que almoçaram no dia 24 de janeiro em um restaurante de cinco andares, sem nenhuma janela, com exaustores e ar-condicionado central, relacionando a contaminação cruzada de 10 pessoas por coronavírus à faixa de ar expelido pelo aparelho de ar-condicionado.

Posteriormente veio a admissão por parte da OMS sobre os riscos de contaminação por aerossóis, e a preocupação com a qualidade do ar em ambientes climatizados  aumentou bastante.

Assim que, respondendo à pergunta que intitula este artigo, deveremos sim ficar atentos ao uso de ar condicionado durante o verão.

No que se refere aos aparelhos domésticos, a Abrava declara “No caso dos equipamentos do tipo minisplit Highwall, não existe a possibilidade de renovação do ar através do equipamento, bem como o filtro de tela é insuficiente como filtragem em termos de qualidade do ar. A opção passa a ser abrir a janela”.

Outra opção é fazer uso de fitas Led de UV Germicida que podem ser facilmente colocadas dentro dos aparelhos minisplit, inativando vírus, bactérias, cistos e mofo do ar de maneira segura e eficiente.

O uso de automóveis passa pelo mesmo problema de falta de renovação do ar. Ou seja, quem utiliza muito taxi ou entrega seu automóvel com frequência nas mãos de manobristas deve ficar atento ao uso do ar condicionado. Uma ótima alternativa nesse caso é o uso de aparelhos portáteis de ionização do ar que já existem no mercado (saiba mais aqui).

Já edifícios de médio e grande porte com sistemas centrais de refrigeração podem contar com tecnologias mais avançadas de sanitização do ar, como a Ionização Radio Catalítica, cujos testes já comprovaram eficácia na inativação do Sars-Cov 2 (saiba mais).

Fontes:

https://www.bbc.com/portuguese/geral-54128261