Brasil é um dos países que estão desenvolvendo a norma ibero-americana de qualidade do ar interno

Representantes do Brasil, Espanha e Colômbia estão em fase final da criação da norma que será adotada pelos países ibero-americanos no que diz respeito à qualidade do ar interno em edificações. Essa norma apontará parâmetros de medição da qualidade do ar interno, as metodologias e a manutenção desse ar para que seja considerado saudável.

Esses três países já contam com regulamentações sobre a qualidade do ar em ambientes internos, que serão as bases para que se estabeleça a norma de referência para a ibero-América.

A iniciativa faz parte das ações do FAIAR – Federación de Asociaciones Ibero-americanas de Aire Condicionado Y Refrigeración, entidade que reúne as associações dos setores de ar condicionado e refrigeração do Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, México, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Uruguai, Venezuela e Brasil, representado pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA).

Em setembro, durante a Febrava, o principal evento do setor realizado no Brasil, foi lançado o Comitê de Qualidade do Ar do FAIAR, com o objetivo de criar a norma referencial de qualidade do ar interno e estabelecer um programa de treinamento credenciado para a Ibero-América, que permita que profissionais sejam certificados nesse setor.

Henrique Cury, diretor da EcoQuest do Brasil e membro atuante do Qualindoor, Departamento Nacional de Qualidade do Ar Interno ABRAVA, foi indicado para integrar o grupo de trabalho de normas técnicas, representando a ABRAVA, juntamente com Paulino Pastor, representante da Espanha, e Roberto D’annestra, pela Colômbia. “É um orgulho pessoal ter sido indicado para esse importante trabalho e também é um orgulho para o Brasil ser um dos países que vai nortear as especificações dessa norma como um exemplo para os demais”, afirma Cury.

O executivo explica que, para os países que já contam com regulamentação sobre a qualidade do ar interno, a norma já existente se sobrepõe à referência ibero-americana. As normas brasileiras que estão sendo utilizadas nesse processo são a Resolução RE 09 (2003), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a NBR 16 401(2008).

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