Ambientes Saudáveis: a bola da vez no mercado de trabalho

Apesar da crescente conscientização sobre a importância da qualidade do ar interno, uma pesquisa realizada no Reino Unido revelou que nove em cada dez funcionários não sabem se seu empregador tem políticas para protegê-los de poluentes aéreos como vírus, bactérias e outros contaminantes no local de trabalho.

A pesquisa, divulgada pela ONG Hubbub como parte de sua campanha AirWeShare, mostrou que mais de dois terços dos trabalhadores no Reino Unido acreditam que os empregadores devem garantir o ar que sua equipe está respirando no local de trabalho seja saudável e seguro.

A pesquisa revelou também que quase metade (46%) dos entrevistados acha que os empregadores deveriam assumir mais responsabilidade para proteger inclusive os motoristas profissionais, que passam o dia se expondo a poluição atmosférica e a contaminação por covid-19.

Quando questionados sobre o que a administração poderia fazer para resolver a questão da qualidade do ar interno, as ideias mais levantadas foram: instalação de purificadores de ar no local de trabalho (47%), e permissão para fazer home office (42%).

Além dos benefícios comerciais de uma força de trabalho mais saudável, lidar com o problema da qualidade do ar também pode beneficiar o recrutamento e a retenção: ao procurar emprego, quase dois terços (64%) dos trabalhadores achariam a vaga mais atraente se houvesse uma política de qualidade do ar em vigor dentro do edifício.

Outro aspecto muito relevante nesse momento é o estado psicológico de uma parcela considerável dos funcionários, que desenvolveram ansiedade e distúrbios ainda mais graves em função da pandemia. A psicoterapeuta Danielle Sandler disse em entrevista à BBC que os empregadores devem levar a sério qualquer preocupação com a qualidade do ar: “É realmente importante que as empresas sejam sensíveis a esse fenômeno”.

A demanda não é infundada

Assim como a pandemia reforçou nossos hábitos de higiene, também trouxe à luz a importância de uma boa qualidade do ar interno.

No ano passado, organizações governamentais do mundo todo confirmaram que a propagação de COVID-19 também pode ocorrer por meio de micropartículas transportadas pelo ar, em algumas circunstâncias além do raio de 2 metros.

De acordo com a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA), a arquitetura do edifício, bem como os sistemas de HVAC, desempenham um papel crucial na forma como o vírus pode se espalhar dentro de um ambiente interno.

Em ambientes de trabalho, isso significa que as empresas e a gestão de facilities precisam garantir que os locais de trabalho tenham a renovação de ar adequada, que o sistema de HVAC esteja balanceado, os filtros sejam finos o suficiente para reter partículas perigosas, e contem com tecnologias de tratamento/desinfecção e monitoramento da qualidade do ar, além de comunicar de forma clara aos ocupantes daquele espaço as medidas de prevenção adotadas.

Tratamento do ar

A luz ultravioleta C (UVC), a aplicação de ozônio e a tecnologia ActivePure, patenteada nos EUA e disponibilizada no Brasil com exclusividade pela Ecoquest, vêm sendo utilizadas para a desinfecção do ar e de superfícies em um número cada vez maior de estabelecimentos comerciais em São Paulo e no resto do Brasil.

São sistemas que podem ser incorporados com relativa facilidade em projetos comerciais de HVAC ou aplicados pontualmente, como é o caso do ozônio. 

Dentre os 3 recursos, o mais moderno é a tecnologia ActivePure pois ela combate as contaminações no ar e nas superfícies de maneira ativa e em tempo recorde, diferente da Luz UVC que age de forma passiva, ou seja, a contaminação deve passar por ela para ser tratada. Outro ponto positivo da tecnologia ActivePure é que ela pode funcionar em ambientes ocupados de forma segura, protegendo as pessoas em tempo real. Isso não acontece com o ozônio, por exemplo.

A Covid-19 colocou o problema da transmissão de doenças aéreas por meio de sistemas HVAC no centro das atenções, e o mercado de trabalho não ficou imune a esta nova consciência. Em resposta, empregadores e gestores de facilities devem trabalhar conjuntamente para se adequar a esta nova realidade, considerando novas diretrizes de projeto e tecnologias que mitigam a disseminação de patógenos pelo ar, e assim oferecer um ambiente seguro e saudável a todos no local de trabalho.

Fontes:

https://www.airweshare.co.uk/businesseshttps://www.bbc.com/news/business-55235252

https://www.bbc.com/news/business-55235252