A qualidade do ar em consultórios

Consultórios são locais onde os médicos ou dentistas se dedicam ao atendimento dos pacientes e à realização de alguns procedimentos. Os consultórios podem ser compartilhados por um ou mais profissionais, geralmente com a mesma área para a espera das consultas.

Ou seja, trata-se de um local de grande circulação de pessoas por dia. Só por esse motivo, os cuidados com a higiene do ambiente já seria motivo de atenção. Porém, muitas vezes, essas pessoas não estão 100% saudáveis, havendo risco de contaminação.

Além da assepsia dos profissionais, dos seus instrumentos, equipamentos de segurança e do ambiente em si, a qualidade do ar nos consultórios tem que ser motivo de atenção para que sejam evitadas as contaminações e garantida a saúde de quem frequenta esses lugares.

Para atender os consultórios, existem no mercado tecnologias para a eliminação de odores (causados pelos próprios ambientes fechados, medicamentos, produtos químicos, etc), eliminação de questões relativas à umidade, como mofo e fungos, além da descontaminação do ar efetivamente.

Entre as tecnologias usadas, pode-se relacionar a luz UV, a fotocatálise e o ozônio. A tecnologia da luz UV-C ou luz ultravioleta germicida (UV-C 100 a 280 nm sendo 253.7 nm a mais comum) consiste na instalação de lâmpadas na serpentina do equipamento de ar-condicionado, para a eliminação do biofilme (colônia de fungos e bactérias). Além dos benefícios à saúde, as vantagens também são econômicas devido à dispensa da limpeza com uso de produtos químicos da serpentina e manutenção da performance de troca de calor da mesma, que poderia ser afetada em até 37% para um biofilme de 0,002” .

É importante observar que o uso da luz UV influi diretamente na melhor higienização do equipamento e consequentemente do ar que passa por ele, mas não possui efeito na descontaminação das superfícies e no ambiente tratado. Para essa finalidade, a tecnologia da fotocatálise é mais indicada. Consiste na produção de oxidantes naturais baseados em oxigênio e hidrogênio, sendo o principal deles o Peróxido de Hidrogênio (H2O2), gás natural e inócuo, produzido através de células fotocatalíticas instaladas nos dutos de ar-condicionado ou através de equipamentos portáteis instalados nos ambientes.

Várias são as vantagens da fotocatálise, entre elas a descontaminação microbiológica constante nos ambientes sem produção residual de ozônio, como a tecnologia IRC- Ionização Rádio Catalítica. Essa tecnologia passou por testes em laboratórios homologados pelo FDA seguindo os protocolos por ele recomendados que comprovaram a redução de 99,999 % do vírus MS2, de mesma estrutura celular do COVID-19, em 30 minutos comprovando a sua eficiência no combate a esse tipo de microrganismo. Ela também possui estudos de validação dos  mais renomados órgãos nacionais como o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicos).

Outra tecnologia disponível é a que atua na descontaminação por meio do ozônio. O gás ozônio, que tem papel fundamental na proteção da Terra contra a incidência dos raios UV, também é um excelente oxidante, reduzindo consideravelmente os microrganismos em ambientes internos, quando utilizado de forma correta. Porém, para ser segura à saúde, é necessário seu uso dentro das normativas adequadas. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) permite exposição máxima de 0,05 ppm (partes por milhão) ao gás. Já o OSHA (Ocuppational Safety and Healthy Administration) do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos (correspondente ao Ministério do Trabalho no Brasil) permite exposição máxima de 0,1 ppm (partes por milhão) de ozônio em ambientes de trabalho durante permanência máxima de 8 horas diárias. O fundamental é que a qualidade do ar nos consultórios seja parte dos procedimentos de prevenção às contaminações para que sejam evitados problemas mais complexos a serem resolvidos posteriormente.